Como praticar a gratidão tem mudado a minha vida

Há alguns anos atrás um amigo me falou sobre um livro que faz o seguinte desafio: ficar sem reclamar por 21 dias. Mas não pode reclamar de nada, nada mesmo. Nem mesmo comentários do tipo “Nossa, que frio…”. Difícil, né?

pare-de-reclamar-da-segunda-feira-e-aproveite-a-semana-1975

O livro propõe que você utilize algo que pode mudar de lugar, por exemplo, um anel, uma pulseira ou até mesmo carregar uma moeda no bolso. A cada vez que você se flagra reclamando de algo, você muda esse objeto de lugar. Por exemplo, muda a pulseira do braço esquerdo para o braço direito, e o pior: a contagem de dias zera.

Lembro que na época tentei fazer o desafio por algum tempo, mas não consegui passar de dois dias sem reclamar. Mas o mais legal de tudo isso é que a gente se depara com a quantidade de vezes que a gente se queixa, e como na maioria das vezes são por coisas simples.

Em 2014 fui a um evento do TEDx aqui em São Paulo. Uma das palestras era da Deborah Dubner sobre a atitude da gratidão. De fazermos dela uma prática no nosso dia a dia.

Esses dois episódios que aconteceram em épocas diferentes me marcaram de alguma forma. Ficaram como um projeto futuro: um dia vou tentar de novo ficar sem reclamar e começar a agradecer mais.

De uns meses pra cá resolvi que antes de dormir eu ia agradecer por algo. Nos primeiros dias era um agradecimento simples e aleatório de algo que tinha acontecido no meu dia. Com o passar das semanas, me vi agradecendo por várias coisas que eu não dava valor: ter um teto pra morar, comida na mesa, pela vida da minha família, pelo namorado parceiro que eu tenho, por ter um emprego, etc.

E como tudo isso se relaciona?

A gente tem como hábito reclamar de qualquer coisa. Da comida que está sem sal, da roupa que não está caindo bem, dos nossos pais que pegam no nosso pé, de ter um chefe chato ou um trabalho que não paga tão bem. E com isso a gente se fecha e para de olhar para as pequenas coisas que a nós temos e conquistamos a cada dia.

Quando comecei a praticar mais a gratidão, percebi a vida incrível que eu tenho. Tem coisas que eu quero melhorar e evoluir? É claro que sim. Mas ao invés de ficar me lamentar pelo o que eu não tenho, eu olho para tudo que já  fiz até hoje e sinto orgulho de mim. E isso me dá muito mais força e garra para correr atrás das outras coisas que eu quero.

Com esse processo, percebi que aos poucos o número de reclamações que eu fazia foi diminuindo e consequentemente o meu nível de estresse por coisas pequenas também. E eu tenho sentido uma paz interior e uma plenitude tão grande que, sinceramente, tenho estranhado.

Resultado disso tudo:

A Garota Enxaqueca que morava em mim deu espaço para uma Hayama Good Vibes. Obviamente não sou a personificação da Paz de Espírito 100% do tempo, mas com certeza eu sou uma pessoa mais tranquila e feliz. Mas acima de tudo grata pela vida.

be-grateful

Se você quiser, pode conferir a palestra da Deborah Dubner aqui e baixar o pdf do livro “Pare de Reclamar e Concentre-se nas coisas boas” aqui.

 

Ode ao Comodismo

Por que se tem alguma coisa que me irrita é gente acomodada. Pessoas acomodadas geralmente são simpáticas e solicitas apenas em momentos convenientes. Lidamos com esses tipos de ser humano durante toda a vida.

A coleguinha do colégio que só queria fazer dupla com você, porque você mandava bem na matéria. O engraçadão da turma da faculdade que sempre fazia o simpáticão na hora de formar grupos de trabalho. Seu chefe que acha que só porque paga seu salário pode fazer um remake de Escrava Isaura, te usando como protagonista.

Acomodados abusam da simpatia, sorrisos, apelidos fofos, mas principalmente, da boa vontade alheia pra conseguirem o que querem. Te tratam bem, mas na hora de falar sobre coisa séria deixam tudo pra amanhã. São convincentes ao dizerem: “Pode deixar que eu resolvo”.

Coisas comuns acontecem a esse tipo de pessoa: não atendem o celular ou a bateria do celular simplesmente acaba, ficam presos com frequência no transito, a mensagem do whatsapp nunca chega, o e-mail é hackeado, o computador pifa, o cachorro morre e o pintinho piu! Deixam tudo para a última hora, só aparecem quando tudo está resolvido para perguntar se podem ajudar em alguma coisa. Sempre pedem desculpas e falam que vão melhorar.

Tô de boa de gente assim. Tô cansada de gente assim. Sou brasileira, mas desse tipo de pessoa eu desisto sim.

A Folhinha, o ipê e o vento

Era uma vez uma Folhinha que vivia no galho mais forte e mais alto do ipê mais firme e mais enraizado do bosque.

A Folhinha vivia feliz. Lá do alto ela podia ver todo o resto do bosque e todas as outras árvores e folhas. E podia ver também, lá ao longe, a solidão que existia além da clareira.

Na clareira não havia pinheiros, nem figueiras, nem pessegueiros, nem oliveiras  e nem outros ipês como os que tinham ao seu redor. Lá só existia uma vegetação rasteira, sem vida, sem verde, sem nada. Um degradê marrom-triste.

Apesar de estar presa ao enorme ipê e de não poder se desprender do galho que a prendia a Folhinha estava bem ali e não desejava fazer parte de nenhum outro mundo a não ser aquele que ela pertencia. Ela se sentia segura ali e a idéia de um dia um vento mais forte surgir e a tirar dali a apavorava. Ela tentava não pensar muito nisso.

Certo dia no final de uma tarde levemente ensolarada, mas fria de outono, ao longe, na linha do horizonte, ela viu um céu cinzento, nuvens carregadas, quase negras, vindo em sua direção. E por mais que nesse exato momento ela desejasse ser a folhinha que vivia no galho mais baixo, ela nada podia fazer.  A Folhinha já conseguia sentir a brisa se tornando um vento. E a cada segundo esse vento se tornava mais forte e mais forte. O enorme ipê que a abrigava balançava muito, gotas pesadas de chuva caiam sobre ela, um enorme barulho em forma de assovio.

Gotas cada vez mais grossas caiam sobre a Folhinha, o barulho era quase ensurdecedor. O ipê chacoalhava, chacoalhava e chacoalhava. E ela já não sabia mais distinguir se era um furacão, um tornado, um terremoto ou todas essas coisas juntas. A Folhinha fazia força, como se permanecer naquele galho dependesse dela, e se ela pudesse chorar naquele momento, ela choraria.

folha_vento

De repente tudo começou a girar e nada mais fazia sentido. Ela e o enorme furacão que se formara eram uma coisa só. Mas de repente o assovio foi cedendo e a tempestade se transformou em chuva, e a chuva se transformou em uma garoa e ela se viu caída no meio da clareira. Sozinha.

Ali do chão ela não conseguia ver nada, desejando que tudo aquilo fosse um enorme pesadelo. Ela não queria secar, ela só queria voltar.

Sexta-feira 13

Poderia ser mais uma sexta-feira qualquer como qualquer outra sexta-feira do calendário (para nooooossa alegriiiiia), mas era sexta-feira 13.

Voltando para casa ela resolveu fazer um caminho alternativo, só para não cair numa rotina. Trocou as estações do metrô e entre uma baldeação para a moderna linha amarela. Descendo a escada rolante ela avista uma cabeleira loira, conhecida, familiar.

Em sua cabeça ela repetia o mantra “Não é ele, não é ele, não é ele” enquanto a escada ia automaticamente descendo, não tinha como escapar era ele. “Puta que pariu, ele me viu”. Não tinha muito para onde fugir, o máximo que ela podia fazer se afastar um pouco e entrar algumas portas depois da dele.

O metrô chegou, ela entrou. Quem conhece a linha amarela sabe que não existe divisões de vagões é um enorme minhocão recheado de gente.

Ela parou em frente a porta de costas, tentando não ser vista. Pelo reflexo ela o vê logo atrás olhando fixamente.

“O que ele tá fazendo aqui a essas horas? Ele tem carro, por que raios ele resolveu pegar metro? Ele mora na casa do chapéu.. Puta queopariu.. QUERO SUMIR”. Tentando parecer natural, coisa que realmente ela não estava conseguindo ser, pegou o celular e começou a ligar freneticamente para seus melhores amigos, nenhum deles atendeu.

Ela resolveu encarar. Ele não parava de olhar para ela que retribuía os olhares da mesma forma. Nenhum dos dois trocou sequer uma palavra. Mas no fundo dos olhos dos dois a inquietação e o desconforto se fazia presente.

Eles dois que eram antigos amantes, cúmplices, amigos.  Se encaravam em um silêncio constrangedor e íntimo.

Ela desceu na estação que ela deveria descer. Ele prosseguiu viagem.

pra quem nao lembra quem eu sou, vc ate que ficou olhando demais pra mim agora no metrô”.  – escreveu na mensagem.

E como já era de se esperar, mais uma vez ele não respondeu nada. Ele continua um idiota.

Esse tal de EU TE ADORO.

Há uns anos atrás eu escrevi o “Esse tal de EU TE AMO” . Mas recentemente resolvi escrever também sobre esse tal de “Eu te adoro”.

Nos relacionamentos é quase sempre assim: você conhece a pessoa, vocês começam a ficar, a vontade de estar junto e a saudade começam a dar sinais. Os primeiros SMS’s geralmente vão acompanhados de “Saudades. Gosto muito de você”. Alguns dias ou até mesmo semanas vão passando e o “Gosto muito de você” se transforma em “Te adoro”.

Aí geralmente nesse meio caminho vem o pedido de namoro e logo após disso sai o tão esperado e sonoro “te amo”.

Fato é que “Eu te adoro” em relacionamentos amorosos é quase um “Eu te amo”. É o passo que antecede algo mais sério. Quando ouvimos de alguém que essa pessoa nos adora, começamos a fazer mil planos, já pensando no “Quer namorar comigo?” (ou para os mais neuróticos “quer me namorar?”).

E se banalizaram o Te amo, o Te Adoro virou bordão. Se para falar que se ama alguém não se tem um mínimo de escrúpulos, para falar que adora, menos ainda.

Todo mundo adora todo mundo. E o mundo é lindo. E as pessoas (geralmente as meninas) cada vez mais criam expectativas e ilusões sobre esses Te Adoros infundados e vazios.

brejo_girinoDiferentemente do sapo de olho esbugalhado do “Esse tal de eu te amo” disfarçado de príncipe encantado, o sujeito do  do “Esse tal de  Eu Te Adoro”, é um girino audacioso e pra lá de abusado, profere tais palavras pra qualquer donzela sem o mínimo de pudor. Até porque ele não possui pretensão alguma de se transformar no Príncipe de Conto de Fadas pra nenhuma dessas princesas. Ele apenas quer continuar sendo mais um juvenil no brejo dos pegadores.

A única semelhança entre o sapo e o girino é que a lábia manjada e decorada vai ser sempre a mesma com todas. Cabe a você saber se vale a pena mergulhar nesse brejo… De repente, vai que dessa vez a pessoa que está dizendo que te adora está sendo sincera. Nunca se sabe. Tá escasso, mas ainda tem príncipe camuflado por aí.

“o gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço”

Antes de tudo gostaria de deixar claro que não sou crítica de cinema. Apenas estudo teatro o que aflorou em mim uma visão artística. Então pode ficar tranquilinho(a) aí na cadeira pra ler o resto do post, porque não conto nada do filme.

Na última terça-feira (01/11/2011) fui ao cinema no Kinoplex do Itaim, aqui em São Paulo, com o objetivo de assistir ao segundo filme dirigido por Selton Mello.

Não espere deste texto uma sinopse sobre o filme, não saberia fazê-lo.

Sobre “O Palhaço” apenas posso dizer que é um filme impecável em tudo: na fotografia,  nofigurino, na cenografia, na iluminação, na escolha das locações para a filmagem, e Meu Deus como é linda a trilha sonora.  E, é claro, não posso deixar de incluir as atuações.

Selton Mello soube conduzir como ninguém toda a trama. Mas o que mais me impressionou foi o humor puro, sincero, inocente e sem duplos sentidos que fizeram o público presente gargalhar. É rico na linguagem poética, é sensível, é emocionante e gostoso de assistir, de apreciar. Mas, principalmente, o filme não é só engraçado é também emocionante. A trilha sonora como não poderia deixar de ser é circense, sem ser piegas.

Não desfiarei elogios a Selton Mello que sempre foi genial e um ótimo ator. Paulo José dá em cena uma aula de interpretação. É nítido e transpassa para o público que está em frente à tela o prazer que ele tem em fazer o que faz, em atuar. O elenco de forma geral está afiadíssimo. Mas gostaria de destacar a pequena Larissa Manoela (que fiz questão de pesquisar no Google) que interpreta a menina Guilhermina. Larissa me ensinou o que o meu querido mestre e professor de teatro Beto Silveira sempre fala: “o texto pouco importa, o que importa mesmo é a intenção”. Ela tem apenas uma fala durante todo o filme, mas que intenção ela tem em cada cena, que olhar, que brilho e que presença de palco que a garota tem. É de dar inveja a muitos atores experientes.

Não posso deixar de falar também das geniais escolhas das participações especiais: Fabiana Karla, Emilio Orciollo Neto, Jorge Loredo, Moacyr Franco (imperdível a cena dele, inclusive foi premiado como melhor ator coadjuvante), Jackson Antunes, Ferrugem, Tonico Pereira, Maria Manoela AND Danton Mello!

É bom ver que o cinema nacional está cada vez mais rico. É bom também ver que não precisamos de violência, sangues e tiros. Que podemos e devemos ter mais filmes leves e de ótima qualidade. Que não precisamos apelar para as coisas ruins do cotidiano e que podemos apreciar o belo e nos divertirmos com ele.

Se um dia tiver o prazer de encontrar Selton Mello pessoalmente não posso deixar de agradecê-lo por “O Palhaço”. Agradecer por me fazer sentir como uma criança novamente e por nos relembrar o verdadeiro sentido e lado humano do palhaço.

E se segurem este é só o segundo filme de Selton Mello. Aguardarei ansiosa pelos próximos.

Não é teatro. Mas é um espetáculo para se aplaudir de pé!

RECOMENDADÍSSIMO!

o gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço”

Como ser fodão nas redes sociais, só que ao contrário.


1-      Poste fotos de animais e crianças maltratadas.

Seja a Luisa Mell do facebook. Poste loucamente fotos de animais machucados, sangrando e quase morrendo ou poste fotos de criancinhas que foram espancadas, mas dê preferência a fotos bem apelativas com hematomas roxos, sangue, ossos e pontos expostos. E você pode fazer cosplay de Datenna falando que isso é um absurdo acompanhado de um “PÕE NA TELA”, enquanto na verdade você só está compartilhando mesmo pra se fazer de engajado para os seus amigos.

 

2-      Retweetar e Compartilhar é para os fracos, o legal mesmo é copiar sem dar os créditos.

É isso mesmo que você leu. Dar créditos é bobagem. Se você quer ser  um perfeito babaca dê CTRL+C, CTRL+V sem medo de ser feliz. Você ganhará um monte de “curtir” e de RT’s às custas de quem realmente foi  esperto pra criar uma frase bacana pra postar.

 

3-       Peça seguidores.

Se você tem tumblr e/ou twitter peça, chore, implore e se for preciso até esmole por seguidores. Uma boa tática é usar a seguinte frase “me segue que eu te sigo de volta”. Quase sempre funciona e você vai ser seu número de followers disparar.

 

4-      Use scripts.

Caso a dica anterior não tenha dado certo apele para os perfis que usam scripts pra conseguir seguidores. Essa tática é ainda mais infalível que a anterior.

 

5-      Poste frases no facebook terminadas com “COLE ISTO NO SEU MURAL”.

A moda agora é se mostrar solidário a todas as causas possíveis e imagináveis: toda vez que você ver que algum amigo postou frases desse tipo, se mostre comovido pela causa e poste no seu mural também. Afinal, fazer trabalho voluntário e colocar a mão na massa pra realmente ajudar a quem precisa cansa. CTRL+C/CTRL+V é bem mais rápido e evita a fadiga.

 

6-      Integre seu twitter ao seu facebook.

Existe uma aplicativo no facebook e no twitter que permite que os seus tweets também apareçam nas suas atualizações do facebook. Pra coisa ficar mais legal poste muito no twitter, faça dele o seu querido diário e tweet até a cor que o seu cocô saiu hoje. Afinal de contas, nem todo mundo tem twitter. Dessa forma você irá garantir que todos, mas todos os seus amigos mesmo saibam o que rola na sua vida. =)

 

7-      Se intrometa em todas as conversas que puder.

É isso mesmo! Saia comentando e curtindo tudo o que for possível. Mostre a todos a sua opinião sobre todos os assuntos. Comente, dê palpite e meta o bedelho na conversa alheia. O importante é participar e as redes sociais tão aí pra isso, não é mesmo?

 

8-      Poste/Compartilhe fotos como essa:


Esse item não necessita de maiores explicações.

 

9-      Envie convites e solicitações de jogos.

Mafia wars, Cityville, Farmville, The Sims Social, Treasure Island, Gardens Of Time, Slot Mania, Smurf & Co (mais jogos vide lista). Mande o máximo que puder. O importante mesmo é conseguir todas as suas metas nos joguinhos.

 

10-   Marque seus amigos nas fotos.

Essa é simples. Toda vez que ver alguma foto de algum amigo sem a devida marcação, vá lá e faça a gentileza de marcá-lo. Dê preferências a fotos em que seus amigos estejam horríveis, imagens comprometedoras, também vale marcar aquelas fotos que ele tá bêbado, desmaiado e gorfando na sarjeta. Ah… não esqueça de compartilhar depois! ;D

Em breve “Como ser fodão na internet, só que ao contrário – parte II

Um pedido pra Deus

Se eu pudesse um dia me encontrar pessoalmente com Deus eu faria apenas um pedido. E o encontro – pelo o que eu imagino – seria mais ou menos assim:

Deus na sua infinita bondade e misericórdia me pegaria pelas mãos e me daria um abraço apertado. Meus medos, preocupações, aflições sumiriam tão instantaneamente como uma brisa a cortar o ar.

Eu, na minha humilde condição de mortal, Lhe pediria pra ficar mais um tempo abraçado comigo e lhe sussurraria no ouvido:

– Deus, eu não quero muita coisa. Quero apenas um amor verdadeiro. – ele se soltaria dos meus braços, seguraria docemente o meu rosto com as duas mãos e me perguntaria:

– E por acaso existe amor mentiroso? Se é amor, só pode ser verdadeiro.

Meus olhos se encheriam de lágrimas.

– E isso é pedir demais, Deus?

– Amor nunca é demais. Amar nunca é exagero. Mas tenha paciência, o Amor não está demorando a chegar. Ele apenas está esperando que você realmente esteja pronta e madura para ele chegar.

– E isso vai demorar muito pra acontecer? – perguntei na esperança de que a resposta fosse positiva pra mim. Me dando um beijo paternal na testa me disse:

– Não sei, minha filha. Isso não depende de Mim, mas de você.

 

resposta da falta de resposta

Por que será que eu sabia que não adiantava esperar? Lembra do ultimo e-mail que eu te mandei. Então já tem mais de um ano..

Eu não deveria sonhar ainda com você, eu não deveria te querer tanto quanto eu ainda te quero. Sabe… Eu carrego uma  esperança boba no peito:  um dia meu celular vai tocar e o seu nome vai aparecer ali, meu coração vai disparar e eu vou tentar me acalmar pra te dizer o meu melhor “alô”.Do outro lado, sua voz vai me dizer que você foi um bobo, infantil e covarde, vai me pedir desculpas e falar que sou eu a mulher da sua vida, a futura mãe dos seus filhos e que você quer envelhecer ao meu lado.

Lembra quando você cantava aquela musica do Jota Quest e trocava sitio por praia? Eu posso fechar os olhos te ouvir “ter filhos nosso apartamento, fim de semana na praia”.

Eu tenho sentido tanta saudades suas que eu ando nas ruas e por vezes eu posso jurar que eu sinto o seu perfume. Que saudades que eu sinto da best conchinha ever, de ouvir você me pedindo uma massagem gostosa,  depois ficar passando a unha nas suas costas e te fazer um cafuné.

Por favor, me diz que você também sente falta disso? Me diz que a nossa diferença de idade não importa mais nada pra você e que você ainda me ama. Ou pelo menos, me diz que você pelo menos algum dia na sua vida me amou e nas duas vezes que você se deu conta disso você fugiu.

Quer saber? Esquece tudo o que eu acabei de te dizer. E por favor, continue no seu mundinho. Calado e covarde como você sempre esteve. Porque eu sei que mais uma vez você não vai ter nada pra me dizer.