Para o vento…

Foi tanto amor jogado fora. Tanto amor desperdiçado.

Você realmente não tem ideia do quanto eu te amei.

De como eu abdiquei da minha vida em função da sua.

Eu sei. Você nunca me pediu nada. Eu fiz por que quis.

Porque achei que talvez você fosse o homem da minha vida.

Eu sempre esperei ouvir de você aquelas três palavras.

As mesmas que quando eu finalmente encontrei coragem pra te dizer,

Saíram espremidas, suadas e disparadas entre as batidas aceleradas do meu coração

Entre o suor do que tinha acabado de sermos. Lembra?

E  você…? 

Quando disse que não me queria mais.

Que tinha muito pra viver, muito pra aprender, muito pra descobrir.

Entre tudo isso, em meio a essas palavras do meu abandono,

pela primeira vez você disse que me amava.

Agora me explica… como você fala que ama alguém quando está deixando, abdicando de tudo isso.

Jogando tanto amor no vento.

Eu não sei se ela te ama tanto quanto eu.                            

E, sinceramente, hoje isso não faz diferença agora.

Amor não se compara.

Amor se tem.

Se aceita.

Se sente.

E retribui.

E retribuição foi o que eu menos tive.

 

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