Para o vento…

Foi tanto amor jogado fora. Tanto amor desperdiçado.

Você realmente não tem ideia do quanto eu te amei.

De como eu abdiquei da minha vida em função da sua.

Eu sei. Você nunca me pediu nada. Eu fiz por que quis.

Porque achei que talvez você fosse o homem da minha vida.

Eu sempre esperei ouvir de você aquelas três palavras.

As mesmas que quando eu finalmente encontrei coragem pra te dizer,

Saíram espremidas, suadas e disparadas entre as batidas aceleradas do meu coração

Entre o suor do que tinha acabado de sermos. Lembra?

E  você…? 

Quando disse que não me queria mais.

Que tinha muito pra viver, muito pra aprender, muito pra descobrir.

Entre tudo isso, em meio a essas palavras do meu abandono,

pela primeira vez você disse que me amava.

Agora me explica… como você fala que ama alguém quando está deixando, abdicando de tudo isso.

Jogando tanto amor no vento.

Eu não sei se ela te ama tanto quanto eu.                            

E, sinceramente, hoje isso não faz diferença agora.

Amor não se compara.

Amor se tem.

Se aceita.

Se sente.

E retribui.

E retribuição foi o que eu menos tive.

 

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Bipolaridades

 

Não consigo mais suportar.

Eu venho tentando

Eu venho lutando.

Está difícil agüentar.

 

Eu tento acreditar que tudo vai passar.

Mas até quando isso vai durar?

Não consigo mais suportar.

 

Eu tenho vivido reais pesadelos.

Mas mesmo que fossem sonhos,

Ainda assim não seriam tão verdadeiros.

Ainda assim não seriam tão corriqueiros.

 

E por tanto te amar

Já até cheguei a pedir, que se assim continuar,

pra Deus te levar.

Procuro forças, mas já não sei aonde achar.

Não consigo mais suportar.

 

Continuo com esperanças

Ingênuas como as de uma criança.

 

Tenho fé que tudo isso vai passar.

Pois se continuar

Não sei mais até quando vou suportar.

Ator Cidadão: mais do que um projeto de uma peça, uma troca de amor, uma lição de cidadania.

Nós, alunos do 3º estágio do curso profissionalizante de atores do Studio Beto Silveira, começamos esse primeiro semestre de 2011 sabendo que teríamos por item disciplinar obrigatório o Projeto Ator Cidadão. O qual consiste em uma montagem de uma peça que deverá ser apresentada em alguma instituição de caridade à escolha dos integrantes do grupo. E quem ter por objetivo principal levar teatro pra quem não tem oportunidade de ir ao teatro.

Sendo assim, começaram as primeiras discussões sobre qual seria o público alvo que gostaríamos de nos apresentar. Um grupo de alunos tinha por foco apresentação em um asilo e outros queria apresentação para crianças. Eu e mais cinco amigos optamos para a apresentação voltado para o público infantil. Começando assim um ciclo de quase três meses de preparação da peça.

O texto foi escrito por dois integrantes do elenco: Jenifer Costa e Junior Antunes. Que colocaram no papel uma série de aventuras da menina Cibele em “O Reino Mágico Debaixo da Cama”. Durante o processo de montagem da peça passamos por várias dificuldades. Uma delas foi que o nosso grupo tinha apenas seis atores e a peça contava com onze personagens. Então foi iniciada uma série de convites para poder completar o elenco. Depois de entradas e saídas finalmente integramos o elenco com atores totalmente comprometidos em fazer o Ator Cidadão acontecer.

Ensaios e mais ensaios. Correria atrás de uma instituição que abrisse as portas para gente e que fosse compatível ao horário e dia que gostaríamos de nos apresentar. Foi então que me lembrei do CAJEC (casa de apoio à crianças do Brasil inteiro portadoras de câncer em tratamento em SP), que em 2006 havia visitado juntamente com alguns alunos do Colégio da Companhia de Maria e com a Prof. Sonia Goretti. Entrei em contato com a D. Luiza (dona e fundadora do CAJEC) que gentilmente nos disse sim e foi assim que no dia 19 de junho de 2011 fomos até lá nos apresentar.

Antes de sairmos do Studio Beto Silveira estávamos super apreensivos de como iriam nos receber, se iriam gostar. Mas antes de tudo estávamos dispostos e com muita vontade de fazer tudo acontecer. Tínhamos algumas idéias além da apresentação da peça, mas sem um cronograma específico a ser seguido a risca. Ficou combinado então que chegaríamos lá e faríamos as atividades planejadas de acordo com o clima das crianças. Fizemos o nosso último ensaio e no final juntamente com nosso prof. Beto Silveira escolhemos para o nosso grito final AMOR, que era o que nos movia nesse projeto.

Chegamos ao CAJEC por volta das 14h, antes de tudo fomos conhecer as crianças (que por sinal foram muito receptivas e carinhosas com a gente), criar intimidade com elas, saber suas histórias. Só depois disso montamos a nossa coxia improvisada, cenário. Colocar figurino e devidas maquiagens. Enquanto isso o Beto ia fazendo patacoadas com as crianças que já nos aguardavam ainda sem saberem exatamente o que faríamos.

A apresentação aconteceu com reações totalmente inesperadas. As crianças riram em alguns momentos que não esperávamos e ficaram o tempo todo vidradas na peça. Embarcaram junto com a Cibele no Reino Mágico Debaixo da Cama.

(Clica que Aumenta)

Logo após o espetáculo o Beto conduziu uma breve oficina de teatro onde as crianças e suas mães atuaram juntamente conosco – ou será que fomos nós que tivemos o privilégio de contracenar com eles? Não tem como não lembrar do total improviso e alegria de estar em cena da menina Gabi e do Luciano, que atuaram lindamente, improvisando, jogando o jogo. Da outra menina que agora me fugiu o nome que apesar de um enorme tumor no rosto que se estendia até metade dos seus lábios cantou docemente mostrando a voz linda que ela tem. Não posso esquecer também do Lucas e do seu inseparável Gabriel, tigre de pelúcia que também nos deu a honra de nos assistir. Enfim,

(Clica que Aumenta)

não enumerarei todas as crianças, até porque cada uma delas nos marcou de uma forma.

Logo após a cenas improvisadas fizemos algumas brincadeiras, esculturas de balão e distribuímos brindes para todos eles.Nos despedimos com a D. Luiza nos agradecendo pela tarde que proporcionamos para as crianças, dizendo que elas estavam precisando daquilo e que fazia tempo que elas não tinham uma tarde como aquelas. Mas mal sabe a D. Luiza que quem nos deu a honra de passar uma tarde tão maravilhosa foram eles que nos receberam de braços abertos, dispostos a entrar com a gente no Reino Mágico Debaixo da Cama e de brincar com a gente. Fomos todos embora felizes por termos aprendido tanto com as crianças e suas mães, por termos a oportunidade de conhecer o CAJEC, por sermos recebidos tão bem e principalmente por ter tudo saído melhor do que a gente chegou a imaginar.

Em resumo: o que foi a tarde de 19 de junho de 2011 pra mim?

Foi uma troca de amor muito grande. Da gente para as crianças e vice-versa. Todos os estresses, correrias, discussões e outros problemas que tivemos para fazer que o Ator Cidadão acontecesse valeu a pena. Passaria por tudo de novo, só pra ter mais tardes lindas, gratificantes e cheias de amor. Naquele domingo eu realmente vi e senti que o trabalho de ser ator realmente vale a pena. Obrigada a todos do grupo que fizeram esse nosso projeto acontecer. Amo muito cada um de vocês: Leny Berthu, Jenifer Costa, Laila Guedes, Paula Thais, Junior Antunes, Camilla Desirèe, Diego Sabino, Rosangela Andrade, Silvana Marques, William Cury .E não podia me esquecer da nossa mexicaninha querida Mariana Rezende 🙂

Obrigada Beto Silveira por nos proporcionar essa experiência tão incrível!

E principalmente obrigada D. Luiza, crianças e mães do CAJEC por terem sido tão acolhedores com a gente!

(Clica que Aumenta)

Nos aguardem, ainda iremos levar “O Reino Mágico Debaixo da Cama” para muitos outros lugares. ;D

Peter Pan, Casimiro de Abreu e Eu


Passei minha infância assistindo aos desenhos da Disney. Entre os meus favoritos estava o Peter Pan. Eu, na minha perdida inocência infantil, não entendia por que Peter Pan não queria crescer. Enquanto ele só queria mesmo era  ficar na Terra do Nunca e ser criança pra sempre tudo o que eu mais queria era ser gente grande, mandar no meu próprio nariz.

Hoje crescida, quase mulher eu entendo perfeitamente Peter Pan. Esperto mesmo é ele que nunca cresceu, nunca foi adulto.

Depois de ter virado gente grande como eu tanto queria o que eu mais quero é voltar a minha infância.

Quando eu era criança o mundo parecia ser gigante, enorme e que a rua de cima da minha casa era um lugar novo e desconhecido. Hoje eu vejo que o mundo é menor do que um grão de areia e que eu realmente gostaria que ele fosse grande como eu imaginava.

Eu podia trabalhar do que eu quisesse na hora que eu bem entendesse. Um dia eu era médica, no outro modelo, no outro veterinária e eu podia ser tudo isso e mais o que eu quisesse ser em um dia só. E o melhor na hora que eu bem entendesse. Meu horário de trabalho era definido pela a minha imaginação.

Eu só me chateava quando minha mãe não deixava eu comer um doce antes do almoço. As minhas bonecas nunca me decepcionavam. Meus únicos amores eram a minha mãe e o meu pai. Os meus machucados eram alguns joelhos ralados e não um coração em frangalhos. Meus finais eram sempre felizes.

Eu não pagava contas. No meu mundo eu era dona do mercadinho, da padaria, da loja de roupas, do banco. Minha única preocupação era… Eu não tinha preocupação!

Não é a toa que Casimiro de Abreu falava tanto da saudades que ele tinha da aurora da vida, da infância querida que não volta mais..

Não aos coitadinhos

Se tem uma coisa que eu não gosto é de gente que se faz de coitada, que se lamenta de tudo, que gosta de se fazer de vítima. Problemas na vida quem nunca teve? Quem nunca vai ter?

Ultimamente a imprensa tem feito um escarcéu, uma campanha pesada contra o bullying. Bem ou mal isso é um problema que não vem de hoje.  Bullying existe desde que o mundo é mundo. Todo mundo já sofreu bullying alguma vez na vida e todo mundo também já foi o que fez piadinhas do amigo na escola. A questão é como cada um lida com isso. Ficar se martirizando por causa das brincadeirinhas maldosas dos amigos, na minha opinião, é pura perda de tempo. Os anos vão se passar e a chance de você que era nerd na escola se tornar o chefe do coleguinha que tirava um sarro da sua cara, são enormes. Mas sempre tem gente que prefere culpar o mundo pelos seus problemas. E é aí que mora o problema.

Tem gente que gosta de polemizar por causa de tudo:  “Ai, mas isso só acontece comigo  porquê eu sou gordinho / negro / deficiente / magrelo / sardento / órfão / pobre / branquelo / espinhento / alto demais / baixo demais.. “  e seja mais lá o que for. Tem gente que gosta de se colocar na posição de coitadinho, afinal, os coitados comovem os outros.

Eu sei, é sempre mais fácil jogar a culpa nas outras pessoas. Mas, PELOAMORDEDEUS,  vamos parar de querer culpar os outros pelos nossos problemas e frustrações. E, por favor, vamos parar de usar o bullying como causa de todos os problemas da humanidade! E deixe o papel de coitado pra quem, de fato, é um coitado: um mendigo, um drogado.

Tudo na vida é questão de como você lida diante das situações. Ficar reclamando, se lamentando, fazendo um drama  e querendo sempre ser o coitado de tudo não vai te ajudar em nada. E se você não é capaz de lidar com isso sozinho, por si mesmo, não tenha vergonha e vá procurar uma terapia. Quer coisa pior do que as pessoas sentirem dó e pena da gente? Ficar sempre procurando a aceitação e tentar agradar a todo mundo não vai levar ninguém a lugar algum.

Então, você que está lendo esse texto, antes de reclamar ou se lamentar de alguma coisa, pare e pense se é necessário mesmo ficar fazendo tempestade em copo d’água ao invés de simplesmente ignorar a opinião alheia e encarar seus problemas de frente.

O mundo não precisa de mais coitadinhos. Ninguém gosta deles. E aposto que você também não.

Antes de você…

Antes de você a vida era um filme em preto e branco com algum certo charme, mas pouca graça. O mundo girava lentamente, as músicas eram desritmadas, o arco-íris era monocromático. Meu coração batia pra sobreviver.

Você sem saber chegou trazendo riso para o meu sorriso, melodia para as minhas canções, descompasso para as minhas emoções, olhar de poesia para os meus dias.

Por causa de você as palavras tem vida, os pensamentos têm asas, as borboletas brincam felizes no meu estômago. 

O Amor tem nome.

Fernanda Young, eu e nossos desamores

Dia desses folheando uma revista velha aqui em casa, pra ser bem exata uma Claudia de dezembro de 2005 me deparei com uma entrevista da Fernanda Young. Escritora e roteirista que admiro muito. Em um dos trechos da entrevista ela dizia que já adulta, casada e mãe de gêmeas ainda sofria muito com os seus antigos amores, e que muitos desses antigos casos ainda eram inspirações para os seus textos, crônicas e livro que ela estava lançando na época.

A reportagem foi um alívio pra minha alma. Sempre me achei um E.T. por  ainda sofrer por amores antigos. Não falo no sofrer no sentido de ainda chorar, sentir saudades. Me refiro a arrependimentos, no que poderia ter sido. Não que eu gostaria de reviver todos os meus amores, de voltar com cada um deles. Muito pelo contrário e longe disso.Mas me lembro com certa nostalgia cada um desses momentos.

É inevitável não lembrar com certas saudades de momentos especiais que passei. Após ter superado o fim de cada um dos meus relacionamentos procuro esquecer o que de ruim se passou, o quão dolorido foi o fim de cada um deles. Até porquê não é bom guardar mágoas, rancores.

Como quase tudo na vida alguns relacionamentos, sejam eles de amor, de amizade ou de trabalho tem um prazo de validade. Por mais gostoso ou doloroso que tenha sido toda vez que começamos algum novo ciclo na vida esperamos pelo dia em que aquilo acabe. Lógico que cada um de nós faz com que essa data de validade tente ser o mais longe possível. Nos desdobramos ao máximo para que  isso nunca chegue ao fim. Mas na maioria das vezes não a muito o que se fazer: o fim chega.

E isso se repete num ciclo sem fim (musiquinha do Rei Leão ao fundo.. hahaha só pra dar uma descontraída). A cada amor um dissabor.

Não consigo ouvir certas musicas e não me lembrar de cada um deles. É simplesmente incontrolável. E junto com a música vêm as lembranças, o cheiro, o gosto do beijo.

Fernanda Young me entenderia.

Questão: Deus x Pós-Morte

Cresci em uma família evangélica. E lá pelos meus treze, quatorze anos de idade resolvi não freqüentar mais a igreja. Motivos? Acho muita hipocrisia quem vai a igreja e fica fazendo coisa errada. Admito, não queria manter uma vida regrada que a doutrina pede e por tais motivos resolvi não ir mais.

Mas que fique claro que mesmo sem freqüentar nenhum tipo de religião sou uma pessoa que acredita MUITO em Deus.

Não acredito nessa ideia de céu e inferno. Acho que Deus não ia ser tão cruel a ponto de punir uma pessoa com o inferno pela eternidade por coisas erradas que se fez pelo período que viveu na Terra. Também não sei se acredito muito nessa ideia de reencarnação. Viver, evoluir, morrer, voltar…

Acredito sim que cada pessoa vem com uma missão. E que cumprida essa missão a pessoa vai embora, morre.. pra onde vai, se é que vai, se é que depois volta eu não sei..

Até agora não recebi nenhuma explicação plausível de nenhuma religião que realmente me fizesse acreditar nessa eterna dúvida do que se segue após a morte.

Não nego que tenho medo da morte, mas como dizem ela é a única certeza que se tem na vida, então vou vivendo cada dia da melhor forma possível até que chegue o meu dia..

Tudo o que eu não quero e só o que eu quero

Não serve, não agrega, não acrescenta, não evoluiu, não cresce, não se desenvolve, não tem objetivo, não tem outro papo, não muda conceitos? Tchau pra vocês. Não tenho mais estômago pra agüentar pessoas fúteis, me embrulha o estomago, me dá asco, me nauseia.

Estou rompendo antigos laços, teias invisíveis, muros altos, barreiras intransponíveis. Quero a liberdade de poder voar alto sem sair do lugar, fazer da leveza da pluma que o vento leva pra longe a mesma que a da minha alma.

Quero tudo aquilo que me leve pra frente com a força de uma ventania, com a sutileza de uma brisa. Que me aqueça a alma de alegria, que me transborde de reconhecimento. Me transpor na beleza do infinito por do sol que traz o luar com a esperança de dias realmente melhores.

Quero mudar, crescer, trocar antigos preceitos por novos. Quero o aprendizado sentido pelo mais puro prazer que vem de dentro pra fora.

Eu só quero ser feliz sabendo quem eu realmente sou, sem me preocupar com a ignorância de quem nada sabe, de quem nada sente, de quem não tem coragem e auto-aceitação de se permitir, de querer aprender a cada dia saber viver.

Cansei de complicações que não me levam a nada. Cansei de me auto-flagelar com coisas que não fazem mais parte do meu cotidiano. Não quero e nem mereço sofrer.

Hoje eu decidi que eu mereço ser feliz!

Carta ao Cazuza

Acho o Cazuza um cantor e poeta incomparável. Compôs músicas cujas letras perdurarão até o fim dos dias (2012, oi?). Letras que qualquer ser humano em algum momento da vida se identifica com alguma delas. Cazuza era rebelde, dizia o que ninguém tinha coragem de dizer. Escarrava seus sentimentos, decepções, frustrações e alegrias em suas músicas. Era polêmico, gay, aidético.

 

Eu se pudesse escrever uma carta pra ele que fosse lida lá do Além seria mais ou menos assim:

 

‘Olha, Seu Cazuza, te admiro muito pela pessoa que você foi e ainda é, afinal de contas ainda vive nas letras incríveis das suas músicas. Mas discordo de você em apenas uma: ‘Todo amor que houver nessa vida’.

A letra é linda e tudo mais. Mas o Sr se tivesse vivido mais um pouquinho saberia que essa coisa de ‘sorte de um amor tranquilo’ é pura utopia, não acontece nem em contos de fada.

Já amei, já fui amada. Mas AMOR tranqüilo?? Desculpa, Cazuza. Mas como diria nosso ilustre Padre Quevedo, Isso NON ECZISTE!

Já cheguei a fazer uma licença poética e soltei a seguinte frase ‘Cazuza que me desculpe, mas ultimamente to querendo a sorte de um amor qualquer’.

Mas só cheguei a conclusão de que Amor Tranquilo e Amor Qualquer são duas coisas que não existem.

Amor que é amor não pode e nem deve ser tranquilo. Deve sim ter sua dose de algum veneno antimonotonia, senão o relacionamento cai na mesmice, no tédio, na rotina. E amor se realmente é amor, não é qualquer.


É, Seu Cazuza. Vê se aí de cima você repensa quanto besteirada que disse nesse trecho da música. E em como você a reescreveria.  Só não peço pra psicografar a nova melodia, afinal Chico Xavier tá por aí também.

Quanto ao resto da letra até que gosto.

Desculpe a insolência, mas isso tava engasgado aqui

Sem mais no momento.’